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De repente, nas profundezas do bosque [Plano de aula e resenha]

Atualizado: 25 de mai. de 2021

Este foi o primeiro livro que li do escritor Amós Oz e fiquei encantada demais com a história e com a escrita deste autor - tanto que já tenho outros livros dele anotados na minha lista de leituras futuras.


"De repente, nas profundezas do bosque" conta a história dos moradores de uma pequena aldeia, cinzenta e triste, rodeada de montanhas, que fica ali onde termina o mundo. Esta é uma aldeia amaldiçoada onde paira o silêncio porque, ali, não existe nenhum animal. Nem mesmo insetos. De acordo com os adultos, muitos anos atrás, um terrível feiticeiro fez todos os animais desaparecem da aldeia e, ainda hoje, ele volta para lá todas as noites para assustar os moradores. Os adultos, temerosos de que a verdade seja descoberta, criaram duas regras importantíssimas: as crianças não podem sair de casa depois que escurece e também não podem, nunca, jamais, em hipótese alguma, entrar no bosque.


As crianças, que nunca viram nenhum bicho na vida, dependem das histórias contadas pela professora Emanuella e dos animais esculpidos em madeira pelo lavrador Almon para saber como era viver em um mundo onde os animais existiam. Estes, aliás, são os únicos adultos que ainda falam sobre eles, que dizem que os animais ainda existem e vão voltar para a aldeia.


Dentre as crianças, está Nimi, um garoto diferente que sofre bullying na escola. Um dia ele decide ir até o bosque em busca dos animais, fica sumido por dias e dias e, então, volta, relinchando como um potro. Também conhecemos Mati e Maia, as crianças que se negam a acreditar que os animais tenham mesmo sumido do mundo para sempre e decidem desobedecer aos pais e entrar nas profundezas do bosque para resolver esse mistério.


Por meio desta fábula, que pode parecer até meio infantil numa primeira leitura, o autor nos leva a refletir sobre temas atuais e importantíssimos: bullying, capacitismo, negacionismo, fake news, sexismo e exploração animal. É uma história encantada, escrita de maneira poética e com descrições sinestésicas, que levanta questionamentos necessários sobre a maneira como exploramos e maltratamos os animais, é um sensível convite ao veganismo. É por esse caminho que levo a discussão, tento fazer com que os alunos sejam capazes de compreender o enredo e relacionar os personagens e seus sentimentos com aquilo que eles vivem e com os problemas que enfrentamos no mundo não ficcional.


Também é um ótimo livro para trabalhar questões de linguagem como adjuntos adverbiais, oração sem sujeito e uso produtivo da repetição, além de possibilitar a análise de figuras de linguagem.


Compartilho com vocês alguns materiais, atividades e exercícios que utilizo nas aulas do livro "De repente, nas profundezas do bosque".

Apresentação de slides - uso principalmente para organizar a discussão das primeiras aulas.

Quiz no Kahoot - para retomar alguns pontos da história e verificar a leitura.

Discussão de temas - atividade que os alunos fazem em grupo para discutir temas presentes na obra.

 

Na seção PARA LER NA ESCOLA, você vai sempre encontrar resenhas de livros literários (também conhecidos como paradidáticos) que são adequados para ler com os alunos do Ensino Fundamental 2. Também haverá sugestões de atividades e temas que podem ser trabalhados com os alunos durante a leitura.

 

DE REPENTE, NAS PROFUNDEZAS DO BOSQUE

Amós Oz

Lançado em 2007, 144 p.

Editora Seguinte


Numa linguagem desenvolta, plena de humor e sutileza, Oz nos envolve num universo assombroso e fascinante, exaltando o poder do conhecimento, da independência de espírito e da ética pessoal contra as ideias feitas que perpetuam a discriminação, a intolerância, a opressão.


Indicado para: 7º e 8º anos (avaliação minha: para o 6º, a linguagem é muito difícil)

Temas: bullying, capacitismo, negacionismo, fake news, sexismo, exploração animal, linguagem poética.


3 comentários

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3 Comments


Meninas, o link para a atividade de discussão de temas não está funcionando. Vocês poderiam compartilhar novamente? Um abraço!

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Sim, Aline! Muito obrigada :)

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